Carta PPM em 2/2/2003
Prezados parceiros,
"Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia
quero, e não sacrifícios. Pois Eu não
vim chamar os justos, e sim, os pecadores ao
arrependimento. (MT. 9.13)
Saudações em Cristo!
O mês de dezembro foi abençoado e tivemos muitos
desafios. Estamos com uma média de dezenove a vinte e
quatro internos. Para celebrar o Natal realizamos um
culto de gratidão e louvor ao nosso Deus com os
familiares dos internos e depois nos confraternizamos
com um almoço. Sinto-me feliz por levar a Palavra de
salvação e libertação para essas vidas. Deus tem
me ensinado a amar as almas perdidas.
Destacamos também o levantamento do ano. Tivemos
setenta e oito internos de fevereiro a dezembro de
2002. Vinte e dois destes estão recuperados e
integrados a igrejas em suas cidades. Entendi que o
Senhor abençoou o início do trabalho nesta casa de
recuperação. Em 2003, com certeza, novos desafios e
vitórias nos aguardam.
Trabalhando neste ministério, observei que muitos
dependentes químicos nem precisam ser rejeitados,
pois eles mesmos se rejeitam. Acham que não têm
lugar no céu nem aqui na terra para eles. Desenvolver
a auto-estima de algumas pessoas, com o amor cristão,
não é algo muito rápido. Por isso vejo como o fruto
do espírito torna-se necessário, pois é fundamental
muita paciência e longanimidade para, lentamente
mudar as emoções de pessoas que iniciaram suas
trajetórias nas drogas, como réus, agora são vítimas
de suas próprias escolhas.
Agradecemos a colaboração de todos os parceiros que
são nossos cooperadores nesta obra. Continuamos
contando com suas orações por nossa família e pelo
sustento do trabalho do Reviver.
Sem mais para o momento, firmamo-nos,
Fraternalmente em Cristo,
Pr. Fernando Arêde e família
Carta PPM em 2/5/2003
Prezados parceiros,
"Levantai os vossos olhos e vede os campos que
estão brancos para a ceifa". (Jo 4.35 b)
Louvo a Deus por suas preciosas vidas, não somente
para Jesus, mas para esta obra de resgate de vidas.
Quando cheguei em Muriaé, fiquei um pouco precavido
quanto aos costumes da sociedade local, mas minha
esposa sentiu-se muito a vontade, e minha filha, doce
flor, também sentiu-se em casa. Isto foi importante
para o meu coração. Descansei e hoje todos vão bem.
Minha filha me conheceu trabalhando em uma casa de
recuperação. Hoje ela tem seis anos e já entende
que trabalho para ajudar aqueles que estão com
"dodói" no coração e à noite ela sempre
ora, pedindo pelo projeto e pelos "tios dodóis".Enquanto
Nalva, minha esposa, nasceu em um lar evangélico,
nunca passou pelos labirintos do mundo, sempre teve
medo de usuários de drogas, e já há alguns anos se
apresentou diante de Deus, para poder ajudar alguns, e
isto ela está fazendo com muito cuidado e carinho.
Ela se sente uma mãe para os internos.
Atualmente estamos com uma média de 20 internos.
Tratados da forma que eu sempre sonhei, com
disciplina, evangelho e muita atenção. Com a chegada
de nossa querida irmã Jaine, psicóloga e
educadora religiosa, os internos estão sendo mais bem
atendidos. Entendo o que é colocar 50 internos em uma
casa de recuperação e hoje sei o que é trabalhar com
no máximo 25 internos. A qualidade de atendimento é
outra. Por isso, em 2002 tivemos um número bem maior
de internos que se recuperaram. Acredito que poderemos
ter um número maior de internos, quando também
tivermos um número maior de pessoas qualificadas para
este tipo de ministério especifico.
Pr. Fernando Ribeiro de Arede Júnior e família