Preconceito ainda hoje?
É verdade ainda hoje é possível afirma que existem sim muitos preconceitos, mais nem todas as pessoas acham isso, algumas afirmam que preconceito é coisa do passado mas se formos procurar vamos ver que as pessoas são em sua grande parte preconceituosa. Preconceito não é só racial ou sexual, existem vários tipos de preconceitos RACIAL, SEXUAL, SOCIAL, e muitas das vezes aprendemos ser preconceituosos dentro de nossa própria casa, piadas racistas e preconceituosas são contadas e ensinadas de pai para filho durante varias gerações e sem perceber por meio de brincadeiras os preconceitos vão atravessando gerações e as pessoas nem se dão conta dos atos de barbarie que acontecem por causa do racismo ou do preconceito, guerras, maus tratos com mulheres, etc.
Para algumas crianças isso acaba indo alem da “brincadeira” torna-se uma realidade, elas criam uma imagem em suas cabecinhas que se torna quase impossível de modificar com o passa dos anos, e devido a isso temos assistido perplexos aos mais variados atos de loucura a humanidade está cada vez mais intolerante cada vez mais impaciente e vemos cada dia mais, coisas que nos deixam assustados. Mas de quem é a culpa?
Bom posso afirmar que o “nosso” preconceito vai muito alem, essa luta é histórica vamos voltar um pouco no tempo e veremos que se não começarmos a muda esse panorama agora isso nunca vai mudar. Vejamos a séculos atrás, na época de Cristo as mulheres e as crianças não eram contadas, depois, passaram a contar as mulheres mais não as crianças, escravizavam os negros afirmando que eram uma raça inferior, depois os índios e ainda hoje existem pessoas escravizadas.
Então fico pensando a quem cabe o dever de mudar essa triste realidade! E só consigo ver uma resposta. Cabe a nós professores e pais começar a mudar essa realidade tão difícil para as nossas crianças. Estamos vendo a novela de uma determinada emissora mostrando os problemas que algumas crianças passam por serem portadoras de necessidades especiais, outras novelas já mostraram a luta dos negros por igualdade, assim como das mulheres, isso tudo é válido, mas volto a perguntar o que nós professores e educadores estamos fazendo para mudar esse cenário? Bem, o que quer estejamos fazendo ainda é pouco mediante a proporção já alcançada por este problema, e tenho certeza que podemos fazer muito mais. A lei de diretrizes básicas nos da o seguinte artigo
Art. 29 - “ A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, completando a ação da família e da comunidade.”
Isso nos da ainda mais o direito e o dever de cobrar de nossa sociedade uma atitude mais eficaz, um apoio ainda maior dos nossos governantes, pois sabemos que podemos e devemos mudar esse quadro de vergonha histórica que atravessou o muro de nossas escolas e acabou dentro de nossas salas de aula, sejam elas, em escolas, clubes ou academias espalhadas por ai a fora.
Agora venho falar para os professores de Educação Física ou de atividades esportivas que trabalham com crianças, e pergunto: Será que estamos fazendo a diferença? Será que quando vamos dar nossas aulas e encontramos algum aluno com uma necessidade maior de atenção ou mesmo portador de alguma necessidade especial, será que temos realizado nosso papel educacional, de incluir essas crianças de forma igual lhes proporcionado oportunidades iguais as outras “ditas” normais ou será que tomamos outra postura diferente do devíamos.
O PCN nos diz que o papel do professor é de inclusão mais como fazer para que isso ocorra?
Em suas brincadeiras, uma criança experimenta pessoas e coisas, armazena sua memória, estuda causas e efeitos, resolve problemas, constrói um vocabulário útil, aprende e adapta seus comportamentos aos hábitos culturais de seu grupo social. Brincar e tão necessário ao pleno desenvolvimento do organismo de uma criança, seu intelecto e personalidade , como alimento, abrigo, ar puro, exercícios, descanso e prevenção de doenças e acidentes para sua existência mortal contínua.. (Sheridan 1971).
Devemos nos ater a nosso papel principal, o de educar e transformar essas crianças de hoje para que possamos mudar a sociedade do amanhã, evitar que em nossas aulas sejam elas dadas em sala ou em outro ambiente, piadas ou brincadeiras racistas ou preconceituosas mostrando às nossas crianças que ser diferente uns dos outros é que nos torna igualmente interessante e que não devemos ter razão para recriminar essa ou aquela criança só por ser diferente, que essa criança deve ser tratada de maneira igual as outras e nós professores não devemos separar essas crianças das outras ou evitar que essas crianças brinquem com as outras de maneira igual. Assim meus amigos, espero que um dia possamos mudar essa triste história e que todos sem exceção se tratem sem preconceito e sem descriminação.
Douglas Garcia.
Discente de educação física pela Universidade Veiga de Almeida.
Faixa preta pela Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro registrado sob Nº 44935.
Professor e Técnico da A.J.R.L Associação de judô da Região dos Lagos.
Professor e técnico do Judô Club Douglas Garcia.
Estagiário de educação física pela Prefeitura municipal de Araruama.